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Carta aos Pais

  • Foto do escritor: Antonio Carlos Ramos Junior
    Antonio Carlos Ramos Junior
  • 3 de jan. de 2020
  • 1 min de leitura


Oi mamãe, oi papai.

Gostaria de dizer que não tem problema se vocês não sabem tudo, ninguém sabe e nem quero que saibam.

Só quero que olhem pra mim quando falarem comigo, ou quando eu estiver falando com vocês, olhem nos meus olhos, estou aqui, querendo saber por meio de perguntas aleatórias, o quanto sou importante, capaz, habilidoso, inteligente. Estou aqui e necessito de afeto para melhor me desenvolver. Assim, poderei aprender sobre empatia, respeito e compaixão. Aprenderei, não sem dor, o significado daquele não, tão importante para meu desenvolvimento, e a lidar com as frustrações da vida. Entenderei que a realização dos meus desejos e vontades não podem ter como base a submissão do outro.

Me recompensem ao ouvido com palavras de carinho e afeto, ou até com orientações de como devo agir. Não busco subornar, isso vem de alguém que fez algo errado e não quer assumir as consequências de seu erro. Busco reconhecimento pelo que fiz de bom, isso me encoraja, me nutri e me ajuda a perceber que faço coisas importantes, que sou capaz.

Me olhem com os olhos de quem busca me descobrir, me conhecer melhor e não me limitar e, por favor, não aparem minhas asas, eu terei que voar, vocês querendo ou não, então façam o melhor para nós, orientem meu voo. Assim, irei mais confiante, mas levarei comigo a importante capacidade de compreender os momentos em que devo voltar.


Amo vocês!

 
 
 

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